Friday, December 29, 2006

Discutindo Literatura entrevistará Elizabeth Hazin
















Em março, a comunidade "Discutindo Literatura" entrevistará Elizabeth Hazin, poeta, Doutora em Letras (Teoria Literária) - USP, pós-doutora pela Universita degli Studi di Roma, pesquisadora, escritora, professora da Universidade de Brasília.
Elizabeth enviou pelos Correios dois livros de poemas de sua autoria para mim. Maravilhosos! Ela é muito agradável e linda!
A foto acima foi feita no dia 8 de novembro de 2005, durante a 1ª Semana de Letras da ESPAM, ocasião em que a palestrante falou sobre leitura e subjetividade.

Não Escute

Não escute meu choro
quieto:
eu sou um deserto
e preciso chorar
Não escute meu amor
fugidio:
eu sou um rio
e preciso passar
Não escute meu sorriso
constante:
eu sou um instante
e preciso durar

(Elizabeth Hazin)
* * * * * * * * * *

“Admirável, este é o termo, admirável este Martu”.Moacyr Félix
Martu – primeiro nome da Palestina de que se tem registro na história – é um poema longo, que nessa nova edição – revista e ampliada – é narrado por um poeta que teoriza o próprio fazer poético, além de dar a conhecer seus próprios poemas: aqueles que já haviam sido escritos seguindo o projeto inicial – relacionados à Terra palestina e ao seu povo (1ª edição). Segundo Moacyr Félix, que assina a apresentação da primeira edição, “Martu merece e deve ser dado aos jovens vitimados pela ‘poluição cultural’, a que se referia Drummond, porque é exemplo de uma consciência de que a poesia não é um arroto ou um grito (infantil), e sim o fruto de uma existência trabalhada dentro de sentimentos longamente vividos e pensados”. O livro foi vencedor do Prêmio Rio de Literatura-86 e publicado, em 1987, pela Fundação Rio/Philobiblion. Mas nesses quase 20 anos, Elizabeth não deixou de se emocionar e refletir sobre a Terra palestina e seu povo. E, nesse meio tempo, sobretudo quando escrevia sua tese de doutorado sobre o processo criativo de um autor em busca de seu romance (Guimarães Rosa e Grande sertão, veredas), começou a escrever outro livro de poemas sobre a própria criação poética. “Tal livro seria, pois, a transposição para a linguagem poética de questões teóricas que me tomavam, então, o pensamento”, diz a autora na apresentação desta nova edição. Assim, os dois livros, aparentemente diversos, se fundiram transformando-se em um único volume editado agora pela vieira & lent. A apresentação desta edição é feita por Marco Lucchesi: “Elizabeth Hazin realiza uma poesia sofisticada e límpida. Tem o sentido da medida e não perde com isso a temperatura exigida pelo verso”.

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