Friday, May 29, 2009

Fragmentos das entrevistas publicadas na Comunidade 'Discutindo Literatura', no Orkut.

Tradução/Traição?

Prof. Dr. Mário Galvão de Queirós Filho- Bacharel e Licenciado em História (IFICS/UFRJ 1967) Mestre em comunicação (ECO/UFRJ 1975) Dissertação: "A Significação da Tradução".Doutor em História (ICH/UFF 1999) Tese: "A Corte do Leão: um manual do cortesão nas fábulas de Jean de La Fontaine-França 1668-1695" Leciona no Mestrado em Cognição e Linguagem e nos cursos de graduação em Ciências Sociais, Ciência da Educação, Engenharia Civil, Engenharia de Materiais e Engenharia de Petróleo. Tem experiência na área de Comunicação , com ênfase em Teoria da Comunicação.
Ele é deficiente visual. Liderou, pela Uenf, a formação do COMDE Conselho Municipal para a Inclusão Social da Pessoa com Deficiência.

Os problemas de fidelidade são de fato essenciais e há muitas formas deser fiel ou infiel. Duas obras fundamentais sobre isto são "Les bellesinfidèles", de Georges Mounin, se não me engano editada por Cahiers duSud, e "After Babel", de George Steiner. Não tenho aqui, (escrevo-lhe de fora de casa), as referências exatas, mas posso repassá-las, caso lhe interessem. Estou revendo para publicação um capítulo de minha dissertação de mestrado em comunicação, "A significação da tradução", a sair como artigo, "Problemas éticos da tradução".

Se os tradutores respeitam seu ofício? digo que nem sempre. Bons tradutores o fazem, naturalmente. Mas há os maus, há os estudantes feitos "bagrinhos" por tradutores inescrupulosos que jogam com sua necessidade de reforçar a mesada ou o orçamento e os subcontratam e subremuneram; eu mesmo fui uma dessas vítimas, cinquenta anos atrás, e tenho consciência de que, por mais que me haja esforçado, o desconhecimento e a inexperiência não engendram boas traduções; hoje, com estes fajutos "translators" de computador, o problema está ainda mais grave. E há ainda os problemas de editores pouco sérios,("mercanceiros" como dizia um colega tradutor), que, além de pouco zelo pelos textos traduzidos que editam, ainda impedem que tradutores conscienciosos, cuja autocrítica os motive a a retraduzir algumas obras, o façam, dizendo: que nada! O livro está vendendo muito bem... leve este aqui...

Interesse a respeito da lógica da linguagem

Num de meus poemas, digo que "palavras são brandas feras / que esquartejam meu pensar". Cogito, ergo sum - é a frase que se atribui a Descartes. Eu acrescentaria que neste dizer do que cogito está emaranhado ao "meu pensar" o "meu sentir", e nem sempre há verdadeira congruência entre tais pensar/sentir/dizer. A especulação sobre este fato levou-me ao interesse pela lógica da argumentação, (que, aliás, nem sempre é "muito lógica"...) O porquê disto, e bem assim o seu como, é o que procuro esclarecer, ao menos para mim e provisoriamente.

2 Comments:

Blogger virgínia além mar- peixe voador said...

muito obrigada Luciana,
abraços, virgínia

7:18 PM  
Blogger Eliana f.v. - Li Andorinha - said...

Grata Luciana pela leitura gostosa!
Parabéns teu blog está maravilhos!
Grata Virgínia querida por me trazer até aqui...

beijos com carinho e admiração...
da Eliana feliz por este rico compartilhar de vocês

8:09 PM  

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