Friday, September 21, 2007

Lançamento de Plaquetas Literárias



A Academia Itaperunense de Letras lançou, em noite de autógrafos,o sexto bloco de Plaquetas Literárias, dia 21 de setembro de 2007, às dezenove horas, no Ilha Cysne Clube, em Itaperuna- RJ. Neste bloco constam os acadêmicos Everardo Paiva de Andrade, Laércio Andrade de Souza, Luciana Pessanha Pires e Maurício Cardoso Faria.

Momento de Arte

Tema: “A LIRA E A FARPA, NA POESIA”


Mestre de Cerimônia: Acadêmica Lenise Dutra Ribeiro

Apresentação da Banda Sociedade Musical Itaperunense, regida pelo maestro José Carlos Ligiéro
Execução do Hino Nacional;
Execução do Hino da ACIL – Melodia: José Carlos Ligiéro- Letra: Luciana Pessanha Pires- Cantora: Penha da Silva Aleixo;
Arranjos do maestro José Carlos Ligiéro- Cantigas Infantis;
Arranjos do maestro José Carlos Ligiéro- com músicas que tematizam a cidade do Rio de Janeiro.

Saudação com Luiz Dias do Nascimento Filho, Bacharel em Filosofia pela UERJ, Mestrado em Ciência Social da Religião pela Faculdade de Teologia Seminário Unido, Mestrado em Educação pela UERJ com a dissertação: A imaginação na produção do conhecimento: uma contribuição de Gaston Bachelard.

Luciana Pessanha Pires é natural de Itaperuna- RJ. Filha de Sesbastião Zulmair Pires e Isabel Pessanha Pires. É professora, atual Presidente da Academia Itaperunense de Letras, ocupa a Cadeira Nº7, (Patrono Nacional: Gonçalves Dias/Patrono Regional: Maria de Lourdes Antunes. Natural de Itaperuna- RJ. Concluiu o curso de Letras(Português/Inglês/Literaturas) na FAFITA- FSJ, em Itaperuna. Pós-Graduada em Docência do Ensino Superior. Publicou dois livros: Renascer- poemas e Sobre tempos e jardins- crônicas. Consta no seu histórico de escritora a publicação de crônicas durante cinco anos, período em que foi Colunista do Jornal Tribuna do Noroeste, assinando a coluna O Vôo da Garça, espaço destinado à Academia Itaperunense de Letras. Condecorada com Mérito Literário no VII Concurso de Contos e Poemas do Brasil da Litteris Editora; 2º lugar no concurso literário realizado pela Litteris Editora, com a obra "Escrevo Por quê"; premiada no concurso "Devemos ver com os olhos livres", promovido pela Academia Brasileira de Letras em parceria com a Folha Dirigida em 2001.
Luciana Pessanha Pires é poeta de variedade temática, mas com a mesma autenticidade lírica tanto nas manifestações da emoção do lirismo, dócil, suave como nas suas extroversões frente às angústias da realidade vivencial. Revela-nos através da sua verve encantadora as verdades inerentes ao ser imortal, o que somos todos em essência, e ao mesmo tempo convida-nos a viajar pelos trilhos que inevitavelmente nos conduzirão ao descobrimento da nossa real identidade de seres em busca do conhecimento, da verdade e da felicidade. Assim é que ela nos fala – com mestria, beleza e limpidez espiritual – da humanidade impactante, da promessa de liberdade, do amor, dos “caminhos conquistados à força à toque de bravuras”.
Poema: Nos sulcos da terra, de Luciana Pessanha Pires
Leitura: Luciana Pessanha Pires

Poema: A cor da cultura, de Luciana Pessanha Pires.
Interpretação: Alex Soares – Fundo Musical: Professor Yuri Costa Silva e Ricardo Assis da Rocha Bernardo, integrantes do Grupo de Capoeira Vozes da África.

Ricardo Assis da Rocha Bernardo, integrante do Grupo de Capoeira Vozes da África. Meu aluno na Escola Estadual Rotary.

Poema Brasil, de Luciana Pessanha Pires
Interpretação: Juliano Gonçalves

Everardo Paiva de Andrade. Nascido em Itaperuna, é membro das Academias Itaperunense e Campista de Letras. Licenciado em História e doutor em Educação, ambos pela UFF, leciona atualmente na Faculdade de Filosofia de Campos. Publicou três livros e diversos textos literários e acadêmicos, mantendo ativos três blogs, dentre os quais Cronolorgias (Para amassar o tempo). Busca o equilíbrio entre a ansiedade pelo que ainda não fez e a angústia pelo que não pode refazer.

Everardo, meu amigo Dadinho, é poeta da linguagem. Sua poesia expressa o que escapa ao utilitarismo da linguagem comum. Centraliza nas palavras o interesse de sua poesia. Nela não há embates “não desafio as palavras / respeito em silêncio (...) são meus os seus limites (...)”, a imagem poética constrói-se na medida exata em que ele, o poeta, crê na poesia que é decisão/devoção “consagro-me a ela com habitual e contrita imodéstia”. A compreensão de seu texto ancora-se na multiplicidade: numa mescla entre o presente e o passado, penetra no reino das palavras, consagra-se à poesia que não espera para ser escrita e que emergirá na face imaculada do papel; tem, em sua Cleir, uma Marília, musa neoclássica, inspiração e comunhão na poesia.
Sua inteligência é algo extraordinário, seu talento de alta categoria. Grande poeta...
Poema: Armadilha, de Everaldo Paiva de Andrade
Leitura: Everardo Paiva de Andrade

Laércio Andrade de Souza
Nascido em Carabuçu- 4º Distrito do Município de Bom Jesus do Itabapoana- RJ em março de 1945. O autor é advogado em Itaperuna-RJ, sócio efetivo do Instituto de Advocacia Brasileiro (IAB), é Membro da Academia Itaperunense de Letras. Ocupa a Cadeira Nº 14 da ACIL (Patrono Nacional Alceu Amoroso Lima e Patrono Regional Hubert Lindelauf).
A prosa de Laércio Andrade de Souza sabe à inteligência e bom gosto. O escritor se encaminha nas veredas da construção estrutural com leveza e firme trato nas idéias e pensamentos. Aqui, no texto que nos apresenta, transmite-nos a percepção do esteta frente a problemas sociais. (E o rio Muriaé não o é?)
Com a mesma firmeza com que tem abordado temática jurídica, ele conduz o leitor a deduções e conclusões assaz seguras, embevecendo-o com sutil abordagem (porém firme e decidida) de um problema que angustia os homens de consciência lúcida nessa sua Itaperuna.
Texto: Se o Rio Muriaé Falasse, de Laércio Andrade de Souza.
Leitura: Laércio Andrade de Souza

Música: Poema- Letra: Maurício Cardoso Faria - melodia: Flora Malta Carpi
Interpretação: Acadêmica Regina Codeço

Maurício Cardoso Faria

Maurício Cardoso Faria é membro efetivo e fundador da ACIL, ocupando a cadeira nº 39 – Patrono Nacional: Érico Veríssimo, Patrono Regional: Ruy Buarque de Nazareth. É bacharel em Direito e licenciado em Letras Clássicas (português, latim e grego). Possui pós-graduação em Docência Superior , exerceu o magistério superior em Niterói e o exerce atualmente em Itaperuna. Consta no seu histórico de escritor a publicação de quinze livros, entre didáticos e literários, além de textos esparsos publicados em revistas e jornais
Tanto a prosa como os poemas de Maurício Cardoso Faria carreiam em si um eu-lírico que , por seu conteúdo emotivo, tem sido uma constante no autor.
Parece que Maurício-escritor tem uma lente mágica com que procura examinar com os olhos da alma, mais do que com os do corpo, a própria vida. Por ela, acrescenta à visão de sua análise o macrocosmo da imaginação, nos volteios, por vezes imprevistos, por vezes previamente maquinados nesse laboratório que se chama olhar poético.
Tanto a prosa como os poemas de Maurício Cardoso Faria carreiam em si um eu-lírico que , por seu conteúdo emotivo, tem sido uma constante no autor. Em uma de suas trovas, premiada em um dos concursos da UBT, ele já se propõe o seu lirismo:

Meu canto é mais que canção,
é muito mais que um lamento,
é o meu próprio coração
que faz seresta ao relento.
Parece que Maurício-escritor tem uma lente mágica com que procura examinar com os olhos da alma, mais do que com os do corpo, a própria vida. Por ela, acrescenta à visão de sua análise o macrocosmo da imaginação, nos volteios, por vezes imprevistos, por vezes previamente maquinados nesse laboratório que se chama olhar poético.

É um poeta-prosador que dispensa apresentações mui extensas, uma vez que ele é o que é, numa autenticidade que nos mostra o quanto um escritor pode ser leal a si mesmo.

Poema: Vôo livre, de Maurício Cardoso Faria
Leitura: Maurício Cardoso Faria

Quadras- Poema de Maurício Cardoso
Leitura: Carlos Braga

A Paz, de Maurício Cardoso Faria
Leitura: Abia Dias

Dilma, Membro Correspondente da ACIL:

Antonio Roberto, Membro Correspondente da ACIL

Música: FÁBRICA DE POEMA
Poema de Waly Salomão
Música:Adriana Calcanhoto
Intérprete e Tecladista: Elídia Moreira da Costa

Acadêmicos e convidados




Eu e meu amigo Luiz

Eu, Nedma e o filho do acadêmico Edson Penha Lopes

Sessão de autógrafos- Acadêmico Maurício Cardoso Faria

Exposição de telas da Artista Plástica Nedma




Exposição de telas da acadêmica Beth Faria

A Vice- Presidente Flora Malta Carpi homenageou os plaquetários, justificando sua ausência com o soneto Momentos de Emoção.

Momentos de emoção

Bendito aqueles que compõem seus versos
E neles deixam fluir ricas rimas.
São pétalas de rosas, tons diversos,
São os frutos colhidos nas vidimas.

Seus poemas em ecos no ar emersos
Ressoam como o tilintar de esgrimas.
Todavia, jamais serão dispersos,
Após polí-los com amor e limas.

Neste momento canto de alegria:
Poetas engalanados e à porfia
Surgerem um passeio aos luar.

Fisicamente aqui estou ausente,
Porém meu coração está presente
O soneto o trouxe em meu lugar.

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