PIERRE BOURDIEU (1930/2002):

"O que eu defendo", Bourdieu dizia já em 1992, "é a possibilidade e a necessidade da crítica intelectual; não há democracia verdadeira sem um contra-poder crítico, e o intelectual é um deles, de primeira grandeza."
Na sua opinião, a globalização - ou mundialização, como os franceses preferem - não poderia se "render às leis do comércio" e, ainda, esmagar culturas nacionais. Numa entrevista a Rita Tavares, publicada no Brasil em 1996, Bourdieu afirmava que vivíamos uma época de desigualdades crescentes: "Mesmo durante o capitalismo selvagem havia limites; contra o capitalismo, havia greves, etc. Agora, caminha-se para o capitalismo ilimitado; introduzem formas de gerenciamento antes inimagináveis. É a lógica do lucro sem limites. Isso é muito perigoso. Pode nos levar à barbárie."
Estou lendo o livro 'A Economia das Trocas Simbólicas' (Editora Perspectiva). O próximo será 'As Regras da Arte' (Editora Companhia das Letras).
Quero conhecer um pouco mais de Bourdieu.
"Todo o meu livro é um esforço para reencontrar a espessura da realidade social e fazer ressurgir as dores que se ocultam nela". Pierre Bourdieu
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