Saturday, February 10, 2007

A moça na janela

Diante do olhar morninho da tarde, em revoada, as garças cobriam a velha árvore deitada sobre o rio Muriaé. A moça na janela desfiava a tarde em mil promessas vindas de nascimentos absurdos. Onde o medo? Onde a dúvida de ontem? Onde a sombra? Primeiro a frestra,



agora sabe pescar luz.


Agora tudo é som, cheiro e cores.
Agora tudo é caminho.

(Luciana Pessanha Pires)

.....

(Composição de fotos: Virgínia de Além Mar)




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